terça-feira, 21 de junho de 2011

Falar o que não se pode fazer, fazer o que não se pode falar.

Falar o que não se pode fazer, fazer o que não se pode falar.
Para que fazer coisas das quais não consegue falar? E qual seria a razão de esconder? Temor?
Acorde e vá. Viva, largue para trás, este rastro de dúvidas e inquietações, de nada valem.
Quem és tu para medir o que vale para mim, o que meus olhos vêem, e o que o coração busca?
D’onde surge a coragem ou onde posso comprá-la? Vamos, diga lá, hoje em dia a tudo se dá um preço, ou dirás que para isso as moedas humanas não foram feitas?
Ora, pare de me enrolar com suas conversas metafóricas, além do que, sabe, suas moedas não compram a verdade que guarda.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Nada?

O que motiva a mim, e a você,
isso impacta em sua vida, 
que logo torna-se minha, 
que logo torna ao nada?

Despertar por um, dois, três, dias, 
anos, passos, atos...
passos, atos, altos, baixos.

Lutar contra, 
e a favor,
e transbordar 
e dissecar 
até a última mágoa,
a última dor,
a última palavra.

Retornar a você,
parte de mim,
e a mim mesmo.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Dois lados - Tudo e somente

Tudo, tudo alcança todos os lados, detém todas as coisas, todos os acontecimentos, vivendo perfeitamente. Sempre tudo perfeito?
E somente, vaga, ao vento, às nuvens, gritando que não mais supera a ilusória projeção que virá com a igualdade sonhada.