Cântico Negro e A Confissão de Lúcio, são obras em que notamos a fragilidade, e que as decisões e as atitudes são impulsionadas pela necessidade de afirmar que encontraram propósitos ou a esperança de tê-los. Vê-se a divisão em três momentos. O inicial, em que há o impulso gerado pela fantasia e o sentimento de esperança, o intermediário, em que os passos são dados e acontecem os devaneios, e o terceiro, em que são percebidas as ilusões e as esperanças são aquietadas, aguarda-se o final. Quando compreende-se as limitações e as metafóricas e contraditórias curvas da vida, o caminhar torna-se medianamente suportável, e há o benefício de não mais temer o que é imposto pelos superficiais achados dos que acreditam ter algum domínio.
São reflexos de um espelho pela essência que carregam, a mesma necessidade em duas almas interfere, e até mais que isso. A limitação do homem em desconhecer suas origens e a liberdade de optar por seu caminho. Como refletem as decisões, a relatividade dos limites...e as descobertas, são reais? O incerto que é caminhar rumo aos objetivos em vida, pois a verdade e a saciedade não podemos afirmar existir. Apenas impulsos, esperanças, comoção, gerados pelo medo e pela necessidade de acreditar em algo. O eterno vazio, em vida e após. A obrigatoriedade de seguir, indagar, apegar, sofrer, morrer física ou espiritualmente, nesta ordem de acontecimentos ou não . O que é decisão em tempo certo, afinal? Acreditar que sentimos não nos faz menos abstratos.


