segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Acreditar que sentimos não nos faz menos abstratos

Cântico Negro e A Confissão de Lúcio, são obras em que notamos a fragilidade, e que as decisões e as atitudes são impulsionadas pela necessidade de afirmar que encontraram propósitos ou a esperança de tê-los. Vê-se a divisão em três momentos. O inicial, em que há o impulso gerado pela fantasia e o sentimento de esperança, o intermediário, em que os passos são dados e acontecem os devaneios, e o terceiro, em que são percebidas as ilusões e as esperanças são aquietadas, aguarda-se o final. Quando compreende-se as limitações e as metafóricas e contraditórias curvas da vida, o caminhar torna-se medianamente suportável, e há o benefício de não mais temer o que é imposto pelos superficiais achados dos que acreditam ter algum domínio.  
São reflexos de um espelho pela essência que carregam, a mesma necessidade em duas almas interfere, e até mais que isso. A limitação do homem em desconhecer suas origens e a liberdade de optar por seu caminho. Como refletem as decisões, a relatividade dos limites...e as descobertas, são reais? O incerto que é caminhar rumo aos objetivos em vida, pois a verdade e a saciedade não podemos afirmar existir. Apenas impulsos, esperanças, comoção, gerados pelo medo e pela necessidade de acreditar em algo. O eterno vazio, em vida e após. A obrigatoriedade de seguir, indagar, apegar, sofrer, morrer física ou espiritualmente, nesta ordem de acontecimentos ou não . O que é decisão em tempo certo, afinal? Acreditar que sentimos não nos faz menos abstratos.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

A cada dia pensa-se mais e mais numa solução...

Mesmo depois de tanto tempo, o que ainda está em pauta é o mesmo atual e antigo tema, quão egocêntrico e inexplicável. A novidade é a ideia que tem passeado pelos arredores nestes tempos, já que não há melhorias a solução seria findar tudo. Simples, objetivo, rápido e capaz, como nunca antes visto por tais olhos cansados. Exaustos por ações enxergadas ao longe e talvez nunca palpáveis. A quem saiba se as próximas palavras serão breves, decididas e finais? Bem, basta traçar como.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Sobra e sombra do sonho

Sobra e sombra do sonho,
sem sintonia,
cega-te e sufoca-te.

Suba, 
não caia do sonho
nem sonhando
sobre ele sim,
supere  a censura.

No entanto, hoje,
és apenas 
sobra e sombra do sonho
sufocado.


quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Um número, o marco, o status ou nada!

A vontade de adormecer longamente guia-me pelas mãos, conduz todo o corpo pelo estreito e doloroso caminho da incompreensão. Ó intrigante ambíguo planeta, de decisões certas, cruéis, corretas. Que dá um desejo de se jogar na dança, ao meio do mar de gente, ou seguir confuso, iludido, indescente, até pelo que não importaria o que fosse feito, o sentimento seria o mesmo, com ou sem status, seria um número, seria um lado feliz e um outro sem lado e sem metade.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

E cá estamos, o mesmo ponto.

Redundâncias são quase como labirintos, girar, girar e não partir, descabidas ações, desnecessários reflexos. 

Exacerbados propósitos dos outros, que acha que  tornaram-se teus, deslocada como nuvem, que nunca permanece presa ao mesmo pedaço de céu. 

Não pense que você está em pauta, pois não há atrevimento suficiente de minha parte e nem méritos para que tão pouco fale do tão admirável. 

É, talvez não tenha qualquer sentido para o leitor, mas os significados não são para ele, talvez amanhã nem meus sejam, e quando deixo cá um talvez, é porque até hoje tais pensamentos permanecem em voga aqui dentro, acompanhados da ilusória esperança do encontro, de me encontrar em mim.



domingo, 24 de julho de 2011

Caraminholas de domingo

O método de cativar, ensinar e aprender, através das coisas mais sensacionais existentes, envolvendo teatro, literatura/dramaturgia, música e não perdendo a ferramenta simples e atraente, esta não mais ou menos envolvente que as já mencionadas criações do homem: a tecnologia.
Aprender tudo o que puder ser absorvido de lá para eventualmente conhecer a estrutura de outras áreas de outras cidades, países, planetas. Manter foco e economizar tudo, inclusive energia e demais recursos externos.

Raiz di Polon - Mágica de Cabo Verde da FESTLIP para o blog!

Hoje, nesta cinzenta tarde de vagarosas ideias e curiosidade sempre acelerada, investiguei o que anda acontecendo em meu país, além das notas espalhadas sobre perdas de músicos entre outros infortúnios, e descobri um belíssimo evento que ocorre na cidade maravilhosa, o FESTLIP (http://www.talu.com.br/festlip/) e que deveria ser expandido para São Paulo e outras cidades de nosso grande país carente de cultura para todos. 

Dentre todas as atrações que fazem meus olhos brilharem, há um grupo que possui mágica e beleza, e cativam por sua origem, história, trabalho e proximidade. Raiz di Polon é a mágica de Cabo Verde, que está tão unida a nossa cultura periférica não somente pela língua portuguesa mas pela verdadeira qualidade, merecendo ainda maior atenção e divulgação do que as fatalidades que geram notícia e catarse pelo mundo.

sábado, 23 de julho de 2011

Assuntos atrasados - Parte II

Retorno, pode ser algo bom ou não...é o que se pensa sempre, com o pensamento surge a dúvida, e se passa por eles e vê que não é nem uma coisa nem outra. Este é um momento da vida, que repetimos por muitas vezes e nunca aprendemos ou até aprendemos sim como lidar, mas ainda não sei. Depois de um lindo período de descanso retomar atividades em velocidade desajustada é hilário e também um alívio porque quando volta para algo você está leve e com a decisão tomada, voltou porque assim desejou, senão ali não estaria. É a mesma coisa com comprometer-se, deseja e faz, e feliz fica em começar e estar e tudo, isso basta e aqui encerro.




Assuntos atrasados - Parte I

O objetivo hoje, foi criar uma nova cara, e novo espírito para ele, sim este pacífico e quase morto blog. Estou dando uma nova chance a ele, objetivo....manterei aqui informações sobre coisas ocorridas comigo e ao meu redor. 
Pensara, não posso deixar de mencionar momentos e lugares percorridos nestes últimos dias, com o maior intuito de envolvê-los e deixá-los tão curiosos a ponto de seguirem como sugestão e viverem momentos quase tão belos quanto os que pude viver, iguais não serão, não porque esteja me vangloriando ou algo próximo disso, mas porque serão diferentes, como tudo nessas vidas vagantes. 
Assistir a um espetáculo simples por sua estrutura cênica e intenso em alma, em boas companhias não tem preço, como dizem os publicitários. A montagem realizada pelo grupo Bem Te Vi da obra Summer and Smoke, de Tenesse Willians está no grau mais elevado de beleza e qualidade teatral, a construção cenográfica, corporal, o texto, e as reflexões geradas a partir do espetáculo conduzem a admiração do valioso trabalho que une as coisas que admiro fielmente: belíssimos textos poéticos e teatro em sua forma e alma mais amplos. 
A única coisa ruim e frustrante é que não acho maiores informações sobre o grupo responsável pela criação deste belo trabalho.













quinta-feira, 14 de julho de 2011

Conseguirás ir até onde?

Tal postura ofende a mim. Querer seguir pelo mundo, bailar, cantar, amar, sorrir. 
E continuar aqui estupidamente imóvel contradizendo a tudo em que acredita e deseja. 
Se soubesse os motivos, não estaria acumulando aflições desnecessárias.

Mais um dia, ou menos um, podemos analisar de acordo com a intensidade, é deprimente para quem acha que possui talento, é incrível, especial, estar agora a reduzir a um monte de falhas das próprias alquimias e ver-se sem forças como qualquer coisa que se desmancha, sem coragem e sem nada. 

quarta-feira, 13 de julho de 2011

É o começo, o meio ou o ponto final?

A percepção da vida e ao longo dela só é nítida quando o fator tempo entra em ação. A vida caminha sobre o tempo? Ora vice e versa. Desfrutem sobre esta reflexão... Passar dias inteiros, por vezes mais que isso, pensando em que fazer e como reagir, o que é o que não é, e como tornar tangível. Caros, sinto em dizer a verdade, poderá agradá-los ou não, mas tais pensamentos muitas vezes são vãos. Quando chega o ponto em que cruzam coisas que nos fogem ao controle, e simplesmente, transparentes e verdadeiras ocorrem, em nada é possível contrapor, o mais próximo do ideal é ser guiado pelo sentir, que não afirmo nunca ser o correto, pois é apenas um devaneio, uma reflexão sem bases além do sentir. Mesmo que esteja próximo ou não do fim, não sofra pensando no que há de vir, a dor que acompanhará, pois às vezes ela nem passe por aqui ou acolá, e somente cresçam bons, e ainda melhores momentos. Começo de uma história, retorno em breve a outra, quantas geram e gerarão reflexões semelhantes e opostas a sucedida neste momento e encerrada por este ponto. Ou talvez prolongada por estes... Afinal, o que divide o fim de um novo começo é a decisão, e a vida é feita delas.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

A dor do medo, essa sim, através dos olhos, reconhecida e usada contra si, triste.

A dor do medo, essa sim, através dos olhos, reconhecida e usada contra si, triste.
 Tristeza é o que se sente quando percebe que não é possível recuar, ser tomado pela impotência e submissão, pela covardia que explode em um interno grito animal, que segue por todo o corpo partindo dele com palavras que o diminuem até os menores sentimentos que pode ter: ódio e vingança.
Mas perceber que se podem superar sentimentos ainda mais repugnantes do que a ação de um infrator faz de você glorioso, capaz de ter como prêmio algo ainda mais valioso: um passo a frente e a conquista de novas formas, cores, pensamentos. E a esperança de quem sabe um dia, voltar a não caminhar com a dor do medo.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Decepção? Não, realidade.

E então, a quem cobrar lealdade?  Como medir as duras palavras que foram ditas, e aqueles momentos que nada se tem a dizer? Não há mais laços, então passa como idéia fria e escura, aquela: acabar com tudo, de uma vez. Queres o fim? Mesmo que não saiba o que há além? Não sabendo o que há além é menos amargo, pois ao menos não há esperança. 

Doce dor libertada pelos homens e por mim.

Pode parecer estranho, mas solicito gentilmente que não façam julgamentos e leiam se assim desejar, pois gostaria muito de falar delas, e o efeito que causam em mim. Elas dão alegria, o êxtase que poucas coisas trazem na vida. Usá-las gera torpor e depois sensação de quase morte, consigo uma momentânea libertação, demônios ou seja lá como queiram chamar, estes saem de mim e ao mesmo são aprisionados em papel. 
Palavra, o uso da palavra, doce dor libertada pelos homens e por mim. Hein? Ah, agora  posso começar um novo dia. E, que dia.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Falar o que não se pode fazer, fazer o que não se pode falar.

Falar o que não se pode fazer, fazer o que não se pode falar.
Para que fazer coisas das quais não consegue falar? E qual seria a razão de esconder? Temor?
Acorde e vá. Viva, largue para trás, este rastro de dúvidas e inquietações, de nada valem.
Quem és tu para medir o que vale para mim, o que meus olhos vêem, e o que o coração busca?
D’onde surge a coragem ou onde posso comprá-la? Vamos, diga lá, hoje em dia a tudo se dá um preço, ou dirás que para isso as moedas humanas não foram feitas?
Ora, pare de me enrolar com suas conversas metafóricas, além do que, sabe, suas moedas não compram a verdade que guarda.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Nada?

O que motiva a mim, e a você,
isso impacta em sua vida, 
que logo torna-se minha, 
que logo torna ao nada?

Despertar por um, dois, três, dias, 
anos, passos, atos...
passos, atos, altos, baixos.

Lutar contra, 
e a favor,
e transbordar 
e dissecar 
até a última mágoa,
a última dor,
a última palavra.

Retornar a você,
parte de mim,
e a mim mesmo.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Dois lados - Tudo e somente

Tudo, tudo alcança todos os lados, detém todas as coisas, todos os acontecimentos, vivendo perfeitamente. Sempre tudo perfeito?
E somente, vaga, ao vento, às nuvens, gritando que não mais supera a ilusória projeção que virá com a igualdade sonhada.

sábado, 28 de maio de 2011

Foice

Nunca mais falaremos de música, não escutarei sua voz, não lerei suas palavras, as mensagens apagadas estão! Não sentiremos amor, nem o faremos.
O que nunca mais acontecerá? Nossa união, nem as brigas, distanciamentos, aproximações...
Foice, fui, tudo se foi. Está decidido, é a falha, é o fim, é a dor. Escorre, sua lembrança em meus pensamentos se apagará. Agora está dito, e escrito. E marcado, e morto. Suas palavras foram reforçadamente escritas, as minhas enterram a ti, agora.

sábado, 7 de maio de 2011

Reflexões bastante complexas sobre identidade nacional, partindo da arquitetura medieval

Estou pensando cá com meus botões, o núcleo/surgimento da arquitetura medieval é inglesa, europeia, dos séculos XI ao XVI, certo? Os castelos, catedrais mesmo com o passar de todos esses anos ainda são culturalmente valorizados e muito. Enquanto no Brasil, todos os prédios que foram influenciados pelos originais e criados somente no período de 1920 +- 1940 se tornaram pontos mais comerciais do que turísticos e são quase desconhecidos pelos brasileiros e pouquissimo valorizados socialmente. 
O que de arquitetura, é realmente brasileiro? E de modo geral? Enquanto colonos de Portugal, éramos submetidos e catequizados a seus modos, depois, passamos a admirar os modos e modelos europeus e hoje as tecnologias americanas, chinesas....O que realmente temos e criaremos de nosso para valorizar?

domingo, 3 de abril de 2011

Do pensamento à ação.

Algumas pessoas que conheço acham absurdo eu deixar de ir às baladas, somente por que tenho aulas de teatro aos domingos.  
Para alguns isso não traria qualquer valor interno, porque são feitos apenas de casca, para nós, acho que a vida não seria completa sem todas as reflexões e reflexos que o teatro traz.
 São diferenças que parecem pequenas, mas que nos fazem quem somos agora, os pensamentos mutáveis que temos, enquanto outros só nos são dignos de pena, pelo passageiro que suas vidas se tornam, e ao final com conhecimento 0,2 %.


sábado, 2 de abril de 2011

Crie propósitos, olhe para eles com os olhos do coração e os jogue para fora, para que criem formas e voem, e se movimentem com a leveza de sonhos que dançam, e realizam-se .

Enlouqueces pela rotina de uma vida inteira, entorpeces pelas obrigações,  e apenas depois de longo tempo percebes num agitado silêncio, ruídos quase imperceptíveis do   descontentamento que  afoga-te. 

'' É que tenho medo de ter medo.'' A partir dessa frase traduzo o sentimento de um, e de todos. Tal frase é a água pura, o salto do delírio, o nascimento da coragem. É ela que acorda-te,  e move tuas engrenagens barulhentas, movimenta-te por dentro e por fora, faz com que  penses ordenada e desordenadamente em tudo que és, tens, e escolhas que fazes. 


Acorde, resgate teus ideais, afaste-se daquilo que não atribui qualquer valor interno. Crie propósitos, olhe para eles com os olhos do coração e os jogue para fora, para que criem formas e voem, e se movimentem com a leveza de sonhos que dançam, e realizam-se . 

'' É que tenho medo de ter medo.'' MARQUEZ, G.