sábado, 18 de dezembro de 2010

Carpe Diem

Tudo o que é dito, ouvido, visto, o que é absorvido, é utilizado. O que é utilizado, é reciclado, reutilizado, renovado, renascido, transformado, excluído, adaptado, improvisado, esquecido, lembrado, pensado, novamente pensado, novamente divulgado, vivido, diluído, alcançado, então se joga fora, com a expressão: ‘’conquistado’’, contudo não valorizado, por aquele que usou e foi usado, por aquele que sentiu, sem ser sensato, por aquele que mentiu, sem ter notado, por aquele que saiu, sumiu, se foi. Por mais que em todo o dia se olhe, sem se ver, se cumprimente, sem sentir, por simples, mas custoso dever social. Sem viver, a perder, a querer, a amar, a perder? Carpe Diem.

sábado, 4 de dezembro de 2010

Angústias de Beckett? Não, são minhas mesmo!

Angústias de Beckett? Não, são minhas mesmo! E suas também, não as ignore.


A procura de si mesmo. As indagações, a falta de respostas. A impotência do ser.
Usa personagens, está em constante busca de identidade e de linguagem próprias. 
Beckett, não tinha interesse ou preocupação com movimentos políticos, mas preocupava-se com o homem e o tempo. As coisas que não compreendemos e ignoramos.
O homem é o que é. Todas as coisas como sua origem ou destino, são inexplicáveis, às vezes, há tentativas através da ciência, da religião e sei lá mais o que... As coisas das quais passa a se ocupar ao longo de suas vidas são fabulosas, absurdas. Afinal, o que é real? O que é aceitável? 
Assumir, devemos assumir que somos incapazes de entender a vida, mas ainda temos o poder de vivê-las.  A inutilidade da vida e a constante busca da felicidade. Esperar alguém nos mantém vivos. Estar só, é caminhar para a morte. A vontade contrapõe-se a razão e o instinto ao pensamento.